De longe você vê o usuário descabelado. Bufante digita freneticamente a tecla ESC e mexe no mouse. Aquela tela congelada dá nos nervos e ele desiste. Resolve ligar para o suporte.
Do outro lado da linha atende com voz sonolenta o analista de TI. Depois do usuário explicar o que está ocorrendo, o anestesiado analista de TI solta a seguinte frase: NA MINHA MÁQUINA FUNCIONA. E assim parece terminar a conversa.
Segue a pergunta que todo usuário gostaria de fazer nesta situação, mas que a razão nem sempre permite: ENTÃO PORQUE DIABOS O ANALISTA DE TI NÃO MANDA A MÁQUINA DELE PARA EU TRABALHAR ?!?!?!?
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O ERRO CERTO
Ao longo de minha vida profissional, deparei-me com situações no mínimo inusitadas acerca da constatação de falhas sistêmicas.
Tempos atrás, estava em um cliente fazendo o deploy do EAR (sabe-se lá o que isso quer dizer), e me acompanhavam meu analista de implantação e o analista de TI do cliente. Para nossa sorte e meu espanto, a conversa abaixo teve andamento:
- Depois de mover o EAR para a área de deploy do JBOSS, basta executar o start no bin - diz meu analista de implantação.
- Sei, responde o analista de TI.
- Agora o JBOSS mostra os logs do que está ocorrendo ...
O analista de TI parece ter identificado alguma coisa que não parecia correta. Após rolagens da tela, perguntou:
- E essas exceptions ? Acho que tá dando errado. Você não quer analisar melhor ? Não tá faltando nada ?
E o meu analista de implantação respondeu:
- Fique tranqüilo. Este erro é um erro certo. Dá mesmo.
Nesta hora fiquei branco, azul, verde, e todas as combinações do RGB. E fui surpreendido com a seguinte constatação:
- Ah tá. Saquei. Sussa! Vamos em frente. (?!?!)
Sorte a nossa que o erro era certo mesmo e que o cliente não ouviu esta conversa ...
Tempos atrás, estava em um cliente fazendo o deploy do EAR (sabe-se lá o que isso quer dizer), e me acompanhavam meu analista de implantação e o analista de TI do cliente. Para nossa sorte e meu espanto, a conversa abaixo teve andamento:
- Depois de mover o EAR para a área de deploy do JBOSS, basta executar o start no bin - diz meu analista de implantação.
- Sei, responde o analista de TI.
- Agora o JBOSS mostra os logs do que está ocorrendo ...
O analista de TI parece ter identificado alguma coisa que não parecia correta. Após rolagens da tela, perguntou:
- E essas exceptions ? Acho que tá dando errado. Você não quer analisar melhor ? Não tá faltando nada ?
E o meu analista de implantação respondeu:
- Fique tranqüilo. Este erro é um erro certo. Dá mesmo.
Nesta hora fiquei branco, azul, verde, e todas as combinações do RGB. E fui surpreendido com a seguinte constatação:
- Ah tá. Saquei. Sussa! Vamos em frente. (?!?!)
Sorte a nossa que o erro era certo mesmo e que o cliente não ouviu esta conversa ...
domingo, 11 de novembro de 2007
Ah ! Isso é fácil !
Quem nunca ouviu esta exclamação ? Após horas sofrendo por causa de um erro na tela, o usuário chama o computeiro. Ele olha rapidamente para a tela, dá um tapinha na mesa e diz: Ah! Isso é fácil!
Ouvindo isso, o pobre usuário imagina que o problema já está consertado e tenta de novo. Erro novamente. Aí o computeiro diz que ainda não consertou mas que o usuário pode ficar tranquilo pois isso é rápido.
Horas depois, e sem contato algum de retorno, o usuário tenta entrar na tela novamente e nada ... Mas a coisa não era fácil ?!? Apesar de hesitar um pouco, o usuário resolve ligar para o computeiro.
Após a terceira tentativa sem sucesso, o usuário vê o computeiro na frente da máquina de café. Sem entender, levanta e vai conversar pessoalmente com o computeiro ...
Indaga se o problema já foi corrigido e o computeiro pergunta se o usuário já abriu o chamado (é ótimo quando repondem a pergunta fazendo outra ...). O usuário informa que não e o computeiro diz que só estava esperando isso para corrigir o problema. Parece que não era isso que o usuário havia entendido, mas ok. Lá vai o usuário abrir o chamado.
Com o chamado aberto, o usuário aguarda mais alguns minutos e tenta novamente ... nada. Ele liga no ramal do computeiro. Outro computeiro atende e diz que o computeiro-contato não está na mesa dele pois está atendendo a um chamado urgente de diretoria. Paciência ...
No final do dia, mesmo depois de inúmeras tentativas, o usuário tenta mais uma vez. Sem sucesso. Basta! O usuário resolve ligar para o responsável da TI, que não está atendendo. Alguém informa que deve-se ligar no celular dele. Depois da quinta tentativa, o gerente atende o telefone. Após ouvir as reclamações, o gerente pede calma para o usuário e diz que tentará localizar o computeiro. Alguns minutos depois, o gerente retorna a ligação informando que o problema é simples de resolver e que darão prioridade para este chamado. O usuário vai embora sem solucionar seu problema.
No dia seguinte, o usuário abre a tela do sistema e ainda está com problemas. Durante a manhã inteira tenta encontrar o pessoal da TI mas não os encontra pois estão todos em curso externo. No início da tarde, recebe um email automático do sistema de chamado informando que não foi preenchido o departamento e que o chamado está suspenso até que as informações sejam atualizadas. O usuário atualiza e liga para o Gerente de TI. Caixa postal.
No final do dia, quando o usuário está se levantando para ir embora, o computeiro chega em sua mesa e diz que já consertou o problema e pede para o usuário testar. O usuário liga novamente o computador e acessa a tela com problemas ... nada. O computeiro faz uma cara de desconfinça e pede para o usuário abrir outras telas de outros sistemas. Depois assume o lugar do usuário que fica 15 min em pé ao lado do computador esperando o computeiro abrir mais de 50 telas sem dizer uma só palavra.
O computeiro levanta e diz que vai ter que analisar melhor, mas que tem certeza que o problema é simples de se resolver e pede para o usuário esperar um pouco para testar. O computeiro sai e retorna depois de 30 min pedindo para testar novamente. Desta vez, o erro é outro. Nem entra no sistema. O computeiro sai novamente e volta 10 min depois. Ele mesmo resolve testar. Entrou no sistema, mas dá outro erro. Ele pega o celular e liga para outro computeiro que começa a dar dicas de como proceder. 1 hora depois, a máquina está aberta e desmontada e o computeiro está descabelado. Ele diz que vai precisar de mais um tempo. O usuário ainda está em pé e com sono.
Duas horas depois, o computeiro recebe uma ligação do computeiro que estava ajudando. Ele pede para desligar o servidor e ligar novamente. O computeiro sai e 10 min depois retorna esbaforido pedindo para testar novamente. SUCESSO ! O usuário testa a tela várias vezes e verifica que está tudo ok.
No meio da madrugada, na hora de ir embora, o computeiro sorri, arruma o cabelo e diz: não disse que era FÁCIL ?
Ouvindo isso, o pobre usuário imagina que o problema já está consertado e tenta de novo. Erro novamente. Aí o computeiro diz que ainda não consertou mas que o usuário pode ficar tranquilo pois isso é rápido.
Horas depois, e sem contato algum de retorno, o usuário tenta entrar na tela novamente e nada ... Mas a coisa não era fácil ?!? Apesar de hesitar um pouco, o usuário resolve ligar para o computeiro.
Após a terceira tentativa sem sucesso, o usuário vê o computeiro na frente da máquina de café. Sem entender, levanta e vai conversar pessoalmente com o computeiro ...
Indaga se o problema já foi corrigido e o computeiro pergunta se o usuário já abriu o chamado (é ótimo quando repondem a pergunta fazendo outra ...). O usuário informa que não e o computeiro diz que só estava esperando isso para corrigir o problema. Parece que não era isso que o usuário havia entendido, mas ok. Lá vai o usuário abrir o chamado.
Com o chamado aberto, o usuário aguarda mais alguns minutos e tenta novamente ... nada. Ele liga no ramal do computeiro. Outro computeiro atende e diz que o computeiro-contato não está na mesa dele pois está atendendo a um chamado urgente de diretoria. Paciência ...
No final do dia, mesmo depois de inúmeras tentativas, o usuário tenta mais uma vez. Sem sucesso. Basta! O usuário resolve ligar para o responsável da TI, que não está atendendo. Alguém informa que deve-se ligar no celular dele. Depois da quinta tentativa, o gerente atende o telefone. Após ouvir as reclamações, o gerente pede calma para o usuário e diz que tentará localizar o computeiro. Alguns minutos depois, o gerente retorna a ligação informando que o problema é simples de resolver e que darão prioridade para este chamado. O usuário vai embora sem solucionar seu problema.
No dia seguinte, o usuário abre a tela do sistema e ainda está com problemas. Durante a manhã inteira tenta encontrar o pessoal da TI mas não os encontra pois estão todos em curso externo. No início da tarde, recebe um email automático do sistema de chamado informando que não foi preenchido o departamento e que o chamado está suspenso até que as informações sejam atualizadas. O usuário atualiza e liga para o Gerente de TI. Caixa postal.
No final do dia, quando o usuário está se levantando para ir embora, o computeiro chega em sua mesa e diz que já consertou o problema e pede para o usuário testar. O usuário liga novamente o computador e acessa a tela com problemas ... nada. O computeiro faz uma cara de desconfinça e pede para o usuário abrir outras telas de outros sistemas. Depois assume o lugar do usuário que fica 15 min em pé ao lado do computador esperando o computeiro abrir mais de 50 telas sem dizer uma só palavra.
O computeiro levanta e diz que vai ter que analisar melhor, mas que tem certeza que o problema é simples de se resolver e pede para o usuário esperar um pouco para testar. O computeiro sai e retorna depois de 30 min pedindo para testar novamente. Desta vez, o erro é outro. Nem entra no sistema. O computeiro sai novamente e volta 10 min depois. Ele mesmo resolve testar. Entrou no sistema, mas dá outro erro. Ele pega o celular e liga para outro computeiro que começa a dar dicas de como proceder. 1 hora depois, a máquina está aberta e desmontada e o computeiro está descabelado. Ele diz que vai precisar de mais um tempo. O usuário ainda está em pé e com sono.
Duas horas depois, o computeiro recebe uma ligação do computeiro que estava ajudando. Ele pede para desligar o servidor e ligar novamente. O computeiro sai e 10 min depois retorna esbaforido pedindo para testar novamente. SUCESSO ! O usuário testa a tela várias vezes e verifica que está tudo ok.
No meio da madrugada, na hora de ir embora, o computeiro sorri, arruma o cabelo e diz: não disse que era FÁCIL ?
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