quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Terminar de Construir o Avião em Pleno Vôo
Recentemente esta analogia tem sido muito utilizada no mundo corporativo. O filminho retrata bem o caos corporativo em que muitos de nós se encontra atualmente.
Vivenciei algumas experiências onde o time estava avaliando formas de terminar a construção do avião em pleno vôo, além de tentar prover correções e melhorias com grande afinco. Mas analisando de longe, percebi que o que o demandante precisava mesmo era de um submarino...
Nestes casos, que pescoço temos que estrangular?
Vivenciei algumas experiências onde o time estava avaliando formas de terminar a construção do avião em pleno vôo, além de tentar prover correções e melhorias com grande afinco. Mas analisando de longe, percebi que o que o demandante precisava mesmo era de um submarino...
Nestes casos, que pescoço temos que estrangular?
sábado, 3 de julho de 2010
Copa do Mundo para Computeiro
Época de copa do mundo é especial para o brasileiro... não poderia ser diferente para o computeiro. Enquanto as pessoas normais se programam para encontrar outras e transformar cada jogo da seleção em um evento social com direito a desfile de moda, sorrisos falsos e atitudes tragi-cômicas de pessoas que nem sabem o nome dos jogadores da seleção, os computeiros descolam uma TV emprestada com um "clips-antena" e se amontoam no meio dos monitores para observar o jogo com outros de sua espécie.
As pessoas normais fazem festa em suas casas, clubes, bares e restaurantes, acompanhados por um chopinho gelado, um churrasco ou quitutes deliciosos feitos especialmente para a ocasião. Os computeiros, no laboratório, opta por misturas práticas como mortadela, mussarela, pão de forma, ruffles e salsicha. Nada poderia ser mais saudável!
O que vale no final é acompanhar a seleção entre um post e outro no twitter e olhadas aleatórias no placar online de um portal de internet, na tv e no log do servidor que insiste em cair.
Com a eliminação do Brasil, continuamos no twitter, no portal de internet e no log do servidor. Para que serviu a tv mesmo?
terça-feira, 15 de junho de 2010
Eu sei que TI não é pastelaria... mas dá pra sair um de carne e um de queijo?
TI não é pastelaria!
Ouvindo esta afirmação de forma recorrente, resolvi analisar...
Acompanhei a montagem de uma pastelaria na feira e algumas horas de operação. Não me perguntem o que eu estava fazendo acordado e disponível para esta avaliação... Não se atentem à cronologia das coisas, como estava com sono, talvez não tenha percebido detalhes, ou não tenha compreendido bem os passos (lebrem-se: sou computeiro!)
Bom, a equipe de pasteleiros chega cedo e começa a montar a barraca. Eles param com a kombi véia-de-guerra na esquina da feira e começam a descer a barraca e os apetrechos. Dada minha fluência neste universo, não sei o nome de nada, portanto vou utilizar termos genéricos (quase um meta-modelo... er... desculpem a recaída).
Enquanto um japonês monta a estrutura da barraca, outro japonês (ou será o mesmo, caraca, como são parecidos!) monta os equipamentos. Ele monta a frigideira gigante, enche a bagaça de óleo e testa o fogo. Aí ele traz umas gavetinhas com uns paninhos brancos e coloca em uma estrutura parecendo um gaveteiro. Terminam a decoração do lugar com condimentos e guardanapos, espalham umas banquetas e esperam o primeiro freguês.
Os fregueses vão se amontoando e vão pedindo os pastéis de forma aleatória, em voz alta e os atendentes vão executando as solicitações sem dar muito feedback para o solicitante. De forma muito ágil, um japonês com uma faixa amarrada na cabeça e de cara fechada, sem piscar ou sem demonstrar reações faciais além da cara fechada, alterna movimentos ágeis na frigideira gigante com imensos hachis (pauzinhos) e as gavetas cobertas de panos brancos que guardam os pastéis.
Cada pastel pronto ele coloca em uma armação metálica onde outro japonês (por vezes do sexo feminino) tem o trabalho de dar uma picotada na ponta do pastel, envolvê-lo em um monte de guardanapos e gritar o tipo do pastel. O solicitante, atento, grita "É meu!" e o atendente entrega o pedido rapidamente. Uma variação é o solicitante gritar "É meu! É pra viagem!". Sem olhar para a cara do solicitante, o atendente joga tudo da forma que está em um saco de papel, fecha e entrega para o solicitante.
Algumas questões interessantes quando comparamos com a TI:
- Quem diabos arrumou as gavetinhas com os pastéis?!? Quanto tempo demorou para organizar tudo?
- Porque o solicitante ajuda a gerenciar as entregas na pastelaria? Ele ia ficar esperando o japonês descobrir sozinho quem pediu aquilo, afinal, é responsabilidade dele?
- Se o solicitante ficar reclamando que não tem pastel de abobrinha, e o japonês ignorá-lo ele vai choramingar com o diretor e conseguir o maldito pastel de abobrinha?
- Porque na pastelaria, a diferença de comer ali mesmo e o delivery é só o saco de papel? Por que não precisam refazer tudo do zero?
- Será que dá certo com Moqueca a Capixaba?
- E se trocássemos os japoneses por franceses?
Na boa... TI parece pastelaria, mas para chegar lá, precisamos nos organizar melhor... :-)
E aí? Quando fica pronto?
A vida de um computeiro não é fácil. Bom... talvez seja, o que se tem é um problema de percepção.
É interessante como nos passam demandas estranhas, incompreensíveis e irrelevantes, na maior parte das vezes para encobrir problemas operacionais ou simplesmente a falta de competência e invariavelmente, ao final de proferirem meia dúzia de palavras "corporativas" de grande impacto, fazem a famosa pergunta: E aí? Quando fica pronto?
Diz o usuário chave: "Precisamos de um novo modelo cognitivo e preditivo para avaliação qualitativa dos prospects. O pessoal da empresa terceira tem um arquivo de integração."
Acorda o computeiro, olha para o usuário: "Hã?!?"
Replica o usuário chave: "E aí? Quando fica pronto?"
Diz o usuário chave: "Estamos com um problema na operação. Precisamos diminuir as falhas na entrada para garantir melhor qualidade de atendimento ao nosso usuário. Sem cliente, não tem empresa!"
Levanta a cabeça o computeiro? "Hã?!?"
Aí vem o usuário chave: "E aí? Quando fica pronto?"
Fiquem sabendo, a resposta, infelizmente é uma pergunta: Fica pronto O QUÊ?!? Na boa, computeiro também é gente (ou quase).
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
NA MINHA MÁQUINA FUNCIONA
De longe você vê o usuário descabelado. Bufante digita freneticamente a tecla ESC e mexe no mouse. Aquela tela congelada dá nos nervos e ele desiste. Resolve ligar para o suporte.
Do outro lado da linha atende com voz sonolenta o analista de TI. Depois do usuário explicar o que está ocorrendo, o anestesiado analista de TI solta a seguinte frase: NA MINHA MÁQUINA FUNCIONA. E assim parece terminar a conversa.
Segue a pergunta que todo usuário gostaria de fazer nesta situação, mas que a razão nem sempre permite: ENTÃO PORQUE DIABOS O ANALISTA DE TI NÃO MANDA A MÁQUINA DELE PARA EU TRABALHAR ?!?!?!?
Do outro lado da linha atende com voz sonolenta o analista de TI. Depois do usuário explicar o que está ocorrendo, o anestesiado analista de TI solta a seguinte frase: NA MINHA MÁQUINA FUNCIONA. E assim parece terminar a conversa.
Segue a pergunta que todo usuário gostaria de fazer nesta situação, mas que a razão nem sempre permite: ENTÃO PORQUE DIABOS O ANALISTA DE TI NÃO MANDA A MÁQUINA DELE PARA EU TRABALHAR ?!?!?!?
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O ERRO CERTO
Ao longo de minha vida profissional, deparei-me com situações no mínimo inusitadas acerca da constatação de falhas sistêmicas.
Tempos atrás, estava em um cliente fazendo o deploy do EAR (sabe-se lá o que isso quer dizer), e me acompanhavam meu analista de implantação e o analista de TI do cliente. Para nossa sorte e meu espanto, a conversa abaixo teve andamento:
- Depois de mover o EAR para a área de deploy do JBOSS, basta executar o start no bin - diz meu analista de implantação.
- Sei, responde o analista de TI.
- Agora o JBOSS mostra os logs do que está ocorrendo ...
O analista de TI parece ter identificado alguma coisa que não parecia correta. Após rolagens da tela, perguntou:
- E essas exceptions ? Acho que tá dando errado. Você não quer analisar melhor ? Não tá faltando nada ?
E o meu analista de implantação respondeu:
- Fique tranqüilo. Este erro é um erro certo. Dá mesmo.
Nesta hora fiquei branco, azul, verde, e todas as combinações do RGB. E fui surpreendido com a seguinte constatação:
- Ah tá. Saquei. Sussa! Vamos em frente. (?!?!)
Sorte a nossa que o erro era certo mesmo e que o cliente não ouviu esta conversa ...
Tempos atrás, estava em um cliente fazendo o deploy do EAR (sabe-se lá o que isso quer dizer), e me acompanhavam meu analista de implantação e o analista de TI do cliente. Para nossa sorte e meu espanto, a conversa abaixo teve andamento:
- Depois de mover o EAR para a área de deploy do JBOSS, basta executar o start no bin - diz meu analista de implantação.
- Sei, responde o analista de TI.
- Agora o JBOSS mostra os logs do que está ocorrendo ...
O analista de TI parece ter identificado alguma coisa que não parecia correta. Após rolagens da tela, perguntou:
- E essas exceptions ? Acho que tá dando errado. Você não quer analisar melhor ? Não tá faltando nada ?
E o meu analista de implantação respondeu:
- Fique tranqüilo. Este erro é um erro certo. Dá mesmo.
Nesta hora fiquei branco, azul, verde, e todas as combinações do RGB. E fui surpreendido com a seguinte constatação:
- Ah tá. Saquei. Sussa! Vamos em frente. (?!?!)
Sorte a nossa que o erro era certo mesmo e que o cliente não ouviu esta conversa ...
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